O SINDSERPE realiza Assembleia Geral Extraordinária para tratar de reajustes e calendário escolar de 2026
O SINDSERPE realizou, na noite de ontem, 23 de fevereiro, uma Assembleia Geral Extraordinária convocatória 02/2026, com pautas sobre o reajuste salarial do magistério, o reajuste das demais categorias e a organização do calendário escolar de 2026. A assembleia teve início às 18h30, cumprindo rigorosamente o que prevê o estatuto do sindicato, e teve grande participação dos servidores com casa cheia.
A fala de abertura foi feita pelo presidente Marcos dos Santos Vale, que destacou a trajetória de lutas desde o início do ano, incluindo a atuação em Brasília pela obtenção de reajuste que cobrisse, pelo menos, a inflação. Segundo a Medida Provisória, o acordo final assegurou um reajuste de 5,40% para os profissionais do magistério em todo o país. Assim que tomou conhecimento da aprovação, o presidente do SINDSERPE iniciou as tentativas de mesa de negociação com a gestão municipal de Pedreiras, convocando de imediato a grande Assembleia Geral Anual para tratar das pautas dos servidores em 2026. Durante o encontro, a assembleia pediu um reajuste de 10%, mas as negociações com a gestão têm se mostrado infrutíferas.
Valendo-se do papel de liderança, Marcos Vale reiterou que o reajuste nacional do magistério tem verba carimbada e é indispensável, não apenas para os docentes, mas para outras categorias, para que o reajuste desses profissionais seja efetivado. Em suas palavras, durante conversas com representantes da gestão, percebeu-se uma falta de interesse em conceder o reajuste. O presidente citou que algumas cidades, como São Luís concedeu 16% e o próprio Estado do Maranhão deu 10% de reajuste, mesmo pagando acima do piso nacional, e que o SINDSERPE não pode aceitar a inação por parte da prefeitura. Ele destacou que o salário dos profissionais do magistério estaria congelado e sujeito à pressão inflacionária e que o piso nacional não é teto, mas base para demais verbas, incluindo a progressão horizontal e vertical da carreira dos servidores.
Durante a reunião, os servidores reafirmaram a importância de pleitear esse direito e aguardam um posicionamento oficial até o fim desta semana. Caso não haja anúncio, ficou deliberada a realização de mobilização pública para a próxima segunda-feira, 2 de março. Em relação ao reajuste das demais categorias, o SINDSERPE mantém a cobrança à gestão, uma vez que esses servidores têm sofrido perdas salariais que chegam a 50% ao longo dos anos.
Sobre a organização do calendário escolar, o SINDSERPE ressaltou que não foi consultado sobre a organização proposta e observou que a quantidade de sábados letivos é elevada. Em conversas com o secretário de Educação, foi informado que o calendário já foi aprovado pelo Conselho Municipal de Educação e que a medida visa não extrapolar o ano letivo de 2026 nem atrapalhar o recesso. Sobre o modelo de pagamento dessas aulas, o secretário afirmou que seguirá o formato dos anos anteriores, com atividades online e sem obrigatoriedade de presença física dos servidores; atendimentos ocorrerão de forma remota. O SINDSERPE se comprometeu a acompanhar de perto a situação e a verificar a legalidade do pagamento de horas extras. Ao final, o presidente reafirmou o compromisso com a defesa dos direitos e a valorização dos servidores públicos municipais de Pedreiras.
Fotos da Assembleia:

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